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Jogos Vorazes again: A Esperança - Parte 1


Mesmo sendo uma heroína fora dos moldes altruístas que estamos acostumados, Katniss Everdeen, da trilogia de livros e filmes Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, ganhou o coração do público. Ela reclama, é teimosa, faz cara de dor o tempo todo e não dá muita bola nem para o gracinha do Peeta e nem para o gatão do Gale. Ela não é uma líder nata, apenas tem um instinto de sobrevivência muito apurado quando o assunto é ela mesma e as pessoas que ama. Tanto em Jogos Vorazes quanto na continuação Em Chamas, a Capital usou isso ao seu favor e manipulou a garota. Agora, em A Esperança – Parte 1, o “começo” do fim, Katniss se vê sendo levada por outra força quase tão poderosa quanto o presidente Snow: o Distrito 13.


O filme, o 3º da franquia, também dirigido por Francis Lawrence, continua com o elenco das produções anteriores. Jennifer Lawrence é Katniss, Josh Hutcherson é Peeta, Liam Hemsworth é Gale. Além dos outros secundários, dessa vez temos Julianne Moore como a presidente Alma Coin, do Distrito 13, que todos pensavam ter sido aniquilado 75 anos antes.

Depois de ter destruído a arena do Massacre Quaternário em Em Chamas, Katniss é resgatada por forças rebeldes do Distrito 13, do qual faziam parte Haymitch (Woody Harrelson), Plutarch (Philip Seymour Hoffman) e Finnick (Sam Clafin). Peeta ficou para trás. Agora, no secreto e subterrâneo Distrito 13, Katniss se vê outra vez no meio de uma guerra da qual não queria participar. Ela não deseja ser o Tordo, símbolo da revolução, só quer salvar o Peeta, mas tanto Plutarch quanto Coin a manipulam, a colocando no meio do sofrimento e dos escombros que foram culpa da Capital, sempre acompanhada por uma câmera. Aí sim ela fica brava e vira a Katniss forte, vingativa e com “sangue nos olhos” que toda população de Panem quer seguir, o tão amado Tordo.


Acostumados aos outros filmes da série com muita pompa e glamour na Capital, cores vibrantes e perucas coloridas, e com a ação dos jogos na arena, A Esperança – Parte 1 pode ser um choque para alguns (Meu noivo mesmo achou um tanto chato). Confinados no Distrito 13, tudo lá é sóbrio, neutro, militar, rígido e sem excessos (Effie – Elizabeth Banks – quase surta!). Nas poucas vezes que os personagens se aventuram fora dele, quase sempre é para ver a destruição de outros distritos. O que antes nas outras produções era uma disputa por sobrevivência individual, agora vira um jogo político e articulações de guerra. 


O foco de A Esperança – Parte 1 continua sendo Katniss, mas de uma forma muito mais evidente. Os outros personagens ainda têm grande importância, mas Jennifer Lawrence comanda as cenas em 95% do filme. Os secundários têm papeis relevantes, porém mais de bastidores, nem Peeta e nem Gale, do pretenso triângulo amoroso com a protagonista, tem muito tempo em tela. Quem aparece bastante é Julianne Moore e Philip Seymor Hoffman, como os líderes da revolução do Tordo.

Há muito diálogo, Katniss sofrendo com os traumas antigos e novos, estratégias militares e carga emocional. Por isso muita gente pode achar o filme meio parado demais ou até mesmo chato. Mas é preciso ter em mente que seguindo a onda Hollywoodiana atual, o último livro, A Esperança, foi partido para virar dois filmes (Se para preservar a integridade da obra ou para ganhar mais dinheiro, ninguém sabe ao certo). E a gente sabe que sempre a primeira metade de uma história é a mais devagar, para o negócio pegar fogo do último ato. A Esperança – Parte 1 começou muitíssimo bem (E bem fiel), nos deixando ainda mais ansiosos pelo final dessa distopia que é um dos maiores sucessos editoriais e cinematográficas dos últimos anos.

Plutarch e Presidente Coin

Quem mais aqui está sofrendo por que tem que esperar mais um ano para ver o final de Jogos Vorazes? (Ainda bem que eu já li os livros e pelo menos sei como termina, haha)

Recomendo muuuito.

Teca Machado

Namore um cara que lê.


No meu último post eu trouxe aqui o famoso texto "Namore uma garota que lê". Já esse texto que eu trago hoje não é tão conhecido, ele foi escrito baseado nesse primeiro texto, mas agora fala sobre o homem que é apaixonado por leitura. Eu gosto muito desse texto e sinceramente, ainda estou esperando conhecer um cara assim. Confira.

Namore um cara que lê.


"Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.
Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.
Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.
Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.
Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.
Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.
Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.
E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.
Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.
Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.
Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado. Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.
Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do "e eles viveram felizes para sempre", namore um cara que lê.
Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve."


Gostaram dessa versão do texto?

Dudi Kobayashi


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Christopher Nolan dando o seu melhor: Interestelar


Se você achou A Origem, do diretor Christopher Nolan, confuso, é porque ainda não assistiu Interestelar, que está nos cinemas. Confesso que, como boa ignorante total de física (Mesmo da mais básica), boiei em metade dos diálogos do filme quando os personagens discutiam sobre buracos negros, buracos de minhocas, terceira e quarta dimensões, teorias da relatividade e outros conceitos que provavelmente apenas 1% da humanidade entende razoavelmente bem. Mesmo assim o espectador não se perde (muito) e consegue acompanhar essa história que, além de ser focada no sci-fi, é primordialmente sobre um pai tentando salvar os filhos e, consequentemente, a humanidade.


Num futuro não tão distante assim e que não foi realmente datado, a Terra finalmente está dando seus últimos suspiros. As plantações passaram por pragas que transformaram quase todo alimento em pó e apenas poucas variedades de vegetais ainda conseguem ser cultivadas. Profissões mais intelectuais foram reduzidas a quase zero, não existe mais exércitos, muita gente morreu de fome e praticamente todas as pessoas são fazendeiras.

Cooper (Matthew McConaughey, que ainda não sei escrever o nome dele sem conferir no Google), um viúvo pai de dois filhos adolescentes, era um piloto da NASA na juventude. Só que a organização foi fechada e ele precisou se adaptar à vida de fazenda, mas não se sente completo. Quando sem querer descobre que a agência espacial ainda funciona secretamente com o objetivo de enviar naves ao espaço na procura de um novo planeta habitável, Cooper precisa escolher entre passar o tempo que resta da Terra com seus filhos ou deixa-los para trás em busca de um novo lar para eles e para todo o resto da humanidade. Claro que tirando as devidas proporções, me lembrou bastante o livro Brilho, de Amy Kathleen Ryan.

Cooper e os filhos

Interestelar é o filme mais sentimental de Nolan, pois mais do que tudo é sobre o relacionamento de Cooper com seus filhos, principalmente com a caçula Murph, interpretada por Mackenzie Foy (A Renesmee de Amanhecer) quando criança e quando adulta pela sempre maravilhosa Jessica Chastain. Sim, é uma ficção científica com todo o significado que isso carrega, mas o que Cooper mais deseja é estar com os filhos de qualquer maneira. Acredita-se que a produção tenha esse viés familiar porque foi originalmente escrito por Jonathan Nolan, irmão de Christopher Nolan, para o diretor Steven Spielberg, que adora um pais e filhos. No meio do caminho o roteiro passou para Christopher, que o desenvolveu da sua maneira.

Cooper, Dra. Brand e Rom

Matthew McConaughey continua na sua ótima safra de papeis difíceis e muitíssimo bem interpretados, assim como Jessica Chastain e Anne Hathaway, que é a Dra. Brand, uma das cientistas da NASA. Como todo filme do diretor, temos Michael Cane, como um dos figurões da agência espacial.

Um fato interessante sobre Interestelar é que Nolan não usou o chroma-key (Fundo verde) em nenhuma cena, o que é extremamente difícil, já que estamos falando de um filme que passa mais de 50% do tempo no espaço. O cineasta e sua equipe estudaram antigas técnicas de filmagem, retroprojeções, filmaram em locações e construíram muitos sets. Cenas no espaço eram projetadas em imensos telões enquanto as câmeras focavam nos atores. Que trabalho! Não é a toa que o diretor passou anos focado nesse projeto.

Murph mais velha

No último ato Interestelar fica um pouco confuso, então é preciso prestar bastante atenção, principalmente quando o assunto é passagem de tempo, já que a Teoria da Relatividade está a pleno vapor. Mas é um filme fantástico, interessante e pode ser considerado uma das melhores produções do diretor que só tem filmes excelentes no currículo.

Recomendo.

Teca Machado

Ler um livro pode mudar seu cérebro – pelo menos por um tempo

Quem gosta de ler, com certeza, já teve aquela sensação de entrar no personagem e viver intensamente aquela história, não é mesmo? A gente chora, ri, se emociona e entra mesmo na vibe da vida do personagem, parece que estamos vivendo aquele conto como se fosse nossa vida! Acontece que essa sensação não é só no sentido figurado, ela pode acontecer mesmo no sentido biológico. Cientistas da Universidade Emory, nos Estados Unidos, descobriram que ler pode afetar nosso cérebro por dias, como se realmente tivéssemos vivenciado os eventos sobre o qual estamos lendo.


Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os efeitos da leitura sobre redes cerebrais usando ressonância magnética funcional (fMRI). Até então, os estudos já feitos só focavam os efeitos imediatos da leitura, com voluntários lendo histórias curtas dentro do scanner. Desta vez, foram analisados os efeitos posteriores. Para isso, 21 estudantes da universidade participaram do experimento por 19 dias consecutivos. Todos eles tiveram de ler “Pompeia”, livro de 2003 escrito por Robert Harris e baseado na erupção real do Monte Vesúvio na Itália antiga.

“A história segue um protagonista, que está fora da cidade de Pompéia e percebe vapor e coisas estranhas acontecendo ao redor do vulcão”, diz o neurocientista Gregory Berns, principal autor do estudo. “Ele tenta voltar para lá a tempo de salvar a mulher que ama. Enquanto isso, o vulcão continua e ninguém na cidade reconhece os sinais”. Segundo ele, o livro foi escolhido por ter uma forte linha narrativa e ser emocionante e cheio de suspense, o que era importante para que os leitores pudessem realmente se envolver com a história.


Todas as manhãs, nos cinco primeiros dias, os voluntários tiveram seu cérebro analisado em estado de repouso pelo scanner de ressonância magnética. Depois disso, eles passaram a receber diariamente, por nove dias, uma parte do livro com cerca de 30 páginas cada, sempre para ler à noite. Nas manhãs seguintes, depois de passarem por um teste inicial para garantir que haviam terminado a leitura da noite anterior, eles passavam por outro exame de fMRI. Para completar, os participantes ainda passaram por exames adicionais por mais cinco dias depois de completar todas as nove seções do romance.

Resultados

Os pesquisadores descobriram que, nas manhãs seguintes às tarefas de leitura, o cérebro dos voluntários mostraram conectividade elevada no córtex temporal esquerdo, uma área associada à receptividade para a linguagem. “Mesmo que os participantes não estivessem realmente lendo o romance enquanto estavam no scanner, eles mantiveram essa conectividade elevada. Chamamos isso de ‘atividade sombra’, quase como uma memória muscular”, diz Berns.


Outra área que apresentou conectividade intensificada estava próxima do sulco central, uma região sensório-motora primária cujos neurônios são associados à representação das sensações para o corpo – o processo que acontece quando pensamos em correr, por exemplo, e ativamos os neurônios associados ao ato físico de correr. Em outras palavras, o cérebro dos leitores estava funcionando como se eles tivessem realizado uma série de atividades físicas que eles não haviam feito – mas o personagem do seu livro, sim.

“As mudanças neurais que encontramos associadas às sensações físicas e sistemas de movimento sugerem que a leitura de um romance pode transportá-lo para dentro do corpo do protagonista”, diz Berns. “Nós já sabíamos que boas histórias podem colocá-lo no lugar do outro em sentido figurado. Agora estamos vendo que alguma coisa pode estar acontecendo também biologicamente”, completa. E é importante notar que essas mudanças neurais não eram apenas reações imediatas já que persistiram não só pela manhã seguinte às leituras, como também durante os cinco dias após os participantes terminarem o romance.


Como o estudo acabou depois desse tempo, não se sabe quanto essas mudanças neurais podem durar. “Mas o fato de que as detectamos por alguns dias para um romance aleatório que as pessoas tiveram de ler sugere que seus livros favoritos certamente podem ter um efeito maior e mais duradouro sobre a biologia do seu cérebro”, conclui Berns.

O estudo foi publicado na revista Brain Conectivity no fim do ano passado.

Concluímos então, que não somos malucas e que vamos continuar entrando nas histórias mais lindas, cheias de guerras, amores, lutas e muiiiiiita magia e imaginação!!

Boa leitura, pessoal!

Camila Almeida Gomes

"The World's Longest Tattoo Chain": Alice no País das Maravilhas na pele de 2500 pessoas!


Existem histórias que se instalam em nós sem pedir licença. Elas chegam aos poucos, nutrem a nossa alma e carregam um elixir de palavras tão poderosas que podem, até mesmo, despertar novos mundos e alterar o rumo da nossa própria história. Permanecer imune ao seu encanto é uma batalha inútil e, na maioria das vezes, desnecessária. Os livros não pedem autorização para "se imprimirem em nossas mentes e corações". Eles simplesmente nos habitam e correm em nossas veias num pulsar frenético de frases em busca de vida. 

Pensando nisso, uma iniciativa americana propôs ao público abraçar essa conexão e registrá-la na pele. Para celebrar a importância dessa arte, Danny Fein e a Litographs criaram uma coleção de tatuagens literárias (temporárias) e o desafio de reimprimir todo o texto do clássico de "As Aventuras de Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, no corpo de 2500 pessoas. 

(Imagem: reprodução/Litographs - "The World's Longest Tattoo Chain")
(Imagem: reprodução/Litographs - "The World's Longest Tattoo Chain")
"The World's Longest Tattoo Chain" é um projeto ambicioso que pretende contar a jornada da curiosa Alice de uma maneira totalmente nova. Eles quebraram o texto da obra de Carroll em 2500 frases, que foram individualmente delineadas em tatuagens temporárias pelo estúdio Hollywood FX em prol da campanha criada no Kickstarter. O compromisso mínimo foi de um dólar por trecho da história, selecionado aleatoriamente, e a promessa de tirar uma fotografia de sua nova aquisição aplicada ao corpo para enviar para a galeria do projeto na web. Em menos de 12 horas, todas as vagas para essa empreitada foram reservadas pelo público. O sucesso garantiu a reimpressão do segundo volume da série, "Através do Espelho", para os próximos 2500 interessados. 

(Imagem: reprodução/Litographs - "The World's Longest Tattoo Chain")
A tendência de tatuagens literárias está ganhando novos adeptos ao longo dos anos e, para aqueles que pretendem evitar as agulhas, esse projeto funciona como um fantástico "plano b". Mas, por que Alice? Em entrevista ao site Boston.com, Fein explica: "a linguagem é tão interessante e bonita que você pode pegar quase todo o trecho do texto e não há partes chatas no livro". Ele também acredita que a escolha dessa obra iria ressoar com a infância de muitos consumidores. 

Aliás, inspirados pelas palavras de tantos outros autores, a Litographs resolveu lançar uma coleção de novas tatuagens temporárias em homenagem aos autores clássicos. Entre os títulos selecionados estão "Orgulho e Preconceito", "Ulysses", "Peter Pan", "As Aventuras de Sherlock Holmes", "Moby Dick" e, até mesmo, "A Origem das Espécies". 

(Imagem: reprodução/Litographs - "The World's Longest Tattoo Chain")
A ideia de trazer a literatura clássica para os dias atuais é uma maneira divertida de reler esses romances atemporais e vestir o seu livro favorito como uma segunda pele. No site do projeto, a previsão é de que a galeria com as imagens das citações dos livros de Carroll esteja completa até dezembro. Caso as pessoas falhem com o compromisso de fazer o upload das fotografias, uma nova chamada de participantes será realizada para preencher as lacunas do texto. Como diria a Rainha de Copas, "cabeças serão cortadas"! Então, colabore e não dificulte ainda mais a vida de Alice em sua louca aventura.

Gostou do projeto? Siga o coelho apressado até o site, conheça todas as obras e garanta a sua passagem para o universo das letras encantadas.

Emily Antonetti

Game of Thrones versão pugs

Eu sou apaixonada em pugs, adoro a raça, e queria trazer hoje uma fofura total! A Blinkbox, serviço britânico de streaming, que faz de tudo para promover Game of Thrones, fez um vídeo com alguns pugs representando os personagens do seriado.

Chamado de The Pugs of Westeros, o vídeo é uma paródias de sua abertura. Os "atores" do vídeo são: Roxy, Blue e Bono. Os três cães da Califórnia adoram ser vestidos e fotografados por seus donos – Philip Lauer e sua esposa, Sue. Eventualmente, o casal foi procurado pelo serviço de streaming Blinkbox com uma oferta para fazer um pequeno vídeo de seu adorável trio de cães em uma reencenação do icônico seriado Game of Thrones.


Blue, Bono e Roxy são as coisas mais fofas, né? Dá vontade de abraçar os três e não largar nunca mais.

Esse vídeo foi feito para promover a estreia da 4ª temporada de Game of Thrones no catálogo do BlinkBox  e acabou viralizando no mundo todo dado o tamanho da fofura dele.

Larissa Klein

* Livro: Freud Me Segura Nessa! ♥

A dica literária do dia é Freud Me Segura Nessa, da autora Laura Conrado. Para quem não sabe, é a continuação do livro Freud Me Tira Dessa (já falei sobre o livro aqui). A leitura é tao leve e divertida quanto o primeiro. 

Depois de se apaixonar pelo terapeuta e passar por desventuras, Cat agora encara uma série de descobertas sobre si própria e o mundo. Numa temporada fora do país (NY, baby!) e em meio a novas oportunidades, amores e amigos, nossa querida protagonista descobre que, mesmo distante, sentimentos não resolvidos de seu passado podem se fazer presentes. Ela confronta traições, inseguranças, dúvidas e os riscos das escolhas adultas diante do dinheiro, do sexo e do amor. Sendo assim, mais uma vez, Cat pede ajuda ao Freud para se segurar nos desafios da vida adulta. 

Autora: Laura Conrado
Editora: Novo Século
♥

Adorei embarcar nas novas aventuras da Cat. E NY foi o cenário perfeito! Mais uma vez a série foi tipo uma terapia extra para mim. Não somente no quesito "vida amorosa catastrófica", mas ajudou a pensar na minha vida profissional, relação com a família e com os amigos. A nossa protagonista amadureceu bastante, mas na minha humilde opinião, não só graças ao Freud e, sim, pelo fato dela estar mais disposta a assumir os riscos. Ah! Fiquei bem feliz com o final da história e com a surpresa boa que apareceu. Torcendo muito para Freud mantê-la nessa. 

A gente devora o livro rapidinho, ri bastante, chora um pouquinho (mas eu sou chorona hahaha) e reflete muito também. E se você é fão do clássico Mágico de Oz, vai amar as referências que a autora faz. Ah! Quem não leu o primeiro não vai ficar perdido, mas acho que ler um seguido do outro é muito melhor. Tirei lições valiosas com essa leitura, como: a vida é cheia de encontros  e desencontros mesmo. Cada pessoa tem um papel fundamental ao entrar na nossa vida, nem que seja apenas para nos mostrar o que não queremos. Também confirmei que são através dos perrengues e dos riscos que amadurecemos e descobrimos nossos verdadeiros sonhos. 

Quem já leu, conta o que achou. Ainda não leu? Fica a dica! ♥

Um beijo e bom sábado, 
Carol. 
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