Posso dizer que li muita coisa boa em 2014. Um dos melhores livros foi o penúltimo: Um Caso Perdido, de Colleen Hoover, da série Hopeless. Minhas expectativas em relação a ele não eram muito altas. A sinopse não me prendeu tanto, mas eu dei uma chance a ele. E, UAU, foi muito surpreendente. But, don’t worry, não vou dar spoilers nessa resenha.
Mind blowing é uma forma de descrevê-lo. Você lê até a metade tendo a certeza que é mais um Young Adult com um romance intenso, um mocinho problemático, uma protagonista guerreira e eles precisam acertar as diferenças para serem felizes. Só que não é tão simples. A autora nos dá um tapa na cara, mostrando que a raiz do problema do casal, tanto de forma individual quanto de relacionamento é muito mais profunda, mais dolorida, mais intensa.
O tema abordado por Colleen Hoover é polêmico e extremamente delicado, mas ela o trata da forma mais sensível possível, ao mesmo tempo que de maneira real. Não é um simples beijo ou abraço que vai deixar tudo bem, ela sabe que a cura psicológica, muito mais do que a física, demora e deixa claro que às vezes ela nem mesmo vem. A carga emocional desse livro é pesada, você se compadece profundamente dos personagens e torce desesperadamente por um final feliz.
Em Um Caso Perdido temos a história narrada por Sky, uma adolescente de 17 anos não muito comum. Sua mãe adotiva, uma vegetariana totalmente anti-tecnologia, fez com que a garota estudasse em casa durante a vida toda, nunca tivesse um celular e nem mesmo um e-mail. Mas nem por isso Sky deixou de ter certa fama, pois sempre se envolveu com vários garotos.
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| Colleen Hoover |
Quando chega ao último ano de estudos, com a ajuda da melhor amiga e vizinha Six, Sky insiste que é hora de experimentar o terrível mundo do high school americano. Lá, é óbvio, encontra as picuinhas, maldades, fofocas e bullying, até aí normal. Então conhece Holder, um bad boy que tem uma reputação tão ruim quanto a sua. Logo na primeira vez que se veem há uma sinergia e química entre eles quase inexplicável. É uma paixão avassaladora e sexy. E bota sexy nisso (Calma, nem de longe um soft porn ou 50 Tons de Cinza, é só extremamente “ui”).
Mas a presença de Holder na vida de Sky pode trazer a tona dores e sentimentos enterrados tão profundamente que nem ao menos ela sabia que estavam lá. E o mesmo ela faz a ele. Ambos, de maneira diferente, mas interligada, sabem o que é a solidão, a insuficiência, a sensação de nada nunca ser o bastante. Tem drama em Um Caso Perdido? Tem, sim, senhor. Mas na medida certa.
Sky é uma personagem para amar. Mesmo em um momento difícil, ela não fica de mimimi. Junta seus trapos e vai em frente. E quando não consegue fazer isso, tem Holder para lhe dar a força necessária. É uma menina bem ponderada para a sua idade. E Holder – AH, HOLDER! - eu te amo. Muito. Demais. Casa comigo. Te quiero. Gostoso. Ok, parei. Enfim, ele não é de todo bonzinho, tem sim o bad boy dentro dele, mas sabe quando ser bom, quando ser engraçado, quando ser doce e quando ser a força necessária para Sky.
A leitura voa, flui e, quando você percebe, acabou. Agora entendo porque todo mundo ama Colleen Hoover. Quero muito ler os outros livros da série Hopeless (Que tem um nome extremamente bem pensado e inteligente quando você descobre o porquê). Felizmente em fevereiro será lançado Losing Hope e logo depois Finding Cinderella. Em Losing Hope veremos a história de Holder. Tem o ponto de vista do rapaz sobre os acontecimentos do primeiro livro, mas também como ele era antes de encontrar Sky. E o terceiro volume será sobre Six, a amiga de Sky. Outra série da autora que quero ler é a Slammed, que dizem ser maravilhosa.
Recomendo DE VERDADE, ACHO MELHOR VOCÊ LER.
Teca Machado






