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O livros mais criativos do mundo


Um livro precisa ser criativo na história para chamar a atenção do leitor. Mas há também aquelas obras que são diferentes pelo formato e pelo objetivo pelo qual foram criadas. 

O site Livros e Pessoas fez um apanhado bem legal dos livros mais criativos já feitos no mundo.

O Livro Circular em Miniatura - 1480


Acredita-se que esse livrinho redondo foi feito lá por 1480. Era um livro de oração devocional cristã popular na Idade Média, escrito em latim e francês.

Apesar de ter apenas 9 centímetros de diâmetro, ele é composto por 266 páginas e tem 3 centímetros de espessura. O fecho é formado por monogramas em forma de letras do alfabeto gótico. O criador do “Codex Rotundus” foi um pintor anônimo de Bruges, na Bélgica.


O Livro de Cinto - 1589


O livro de cinto era uma obra pequena e portátil que a pessoa podia colocar no seu cinto. Havia um nó em uma parte da capa de couro exterior, que ficava seguro atrás do cinto.

Os Livros de Cintos eram comuns na Alemanha e nos Países Baixos entre 1400 e 1550.


O Livro Duplo - Século 16


Também conhecido como “dos-à-dos”, esse tipo de livro foi produzidos no século 16 e 17. Erik Kwakkel os apelidou de “irmãos siameses”.

É basicamente os “vira-viras” que temos hoje.


O Livro que pode ser lido de seis maneiras - Século 16


Uma variação do “vira-vira”, mas com mais opções. São seis livros num só e cada um tem o seu fecho individual.

Impresso na Alemanha, contém textos devocionais religiosos, incluindo uma obra de Martinho Lutero. Atualmente essa obra faz parte da coleção da Biblioteca Rogge em Strängnäs, na Suécia.


O Livro infantil em uma tábua - Século 17


Esse é um exemplar único de um tipo raro. Era um livro infantil chamado de “hornbook” (livro chifre). Ele geralmente continha o alfabeto e alguns textos curtos fáceis para ajudar no aprendizado.

O nome estranho, livro chifre, é porque os livros eram impressos em uma folha de papel e depois cobertos por um fino pedaço de chifre. Desse jeito, eles ficavam “a prova de crianças” e podiam cair no chão sem estragar.


O Livro de pressão a ar - 1949


Este é o primeiro exemplo do que surgiria após fundirmos o livro impresso com a tecnologia. A ‘Enciclopédia Mecânica’ pode ser considerada a antecessora do ebook.

Patenteado em 1949 por Ángela Ruiz Robles, este é um livro mecânico, elétrico e movido por pressão do ar. Operado com ar pressurizado, permite o leitor adicionar diferentes carretéis contendo o conteúdo da obra pré-carregado. Ele também tinha uma função de zoom, para que o leitor pudesse ampliar algum texto específico.

O único exemplar está exposto no Museu Nacional de Ciência e Tecnologia, em La Coruña, na Espanha.


O Livro impresso com Bluetooth - 2010


O “Blink” ganhou este nome graças a junção das palavras “book + link”.

O segredo do Blink, criado por Manolis Kelaidis do Royal College of Art de Londres, é que algumas partes do texto são impressas com tinta condutora, formando links ou botões nas páginas. Quando você toca em uma dessas palavras o livro vai enviar um comando para um computador próximo através de um módulo Bluetooth escondido na capa traseira.


O Livro que pode ser fumado - 2012


O Rapper Snoop Dogg lançou um livro com as letras de suas músicas, intitulado Rolling Words. As folhas do exemplar são de papel seda, o ideal para a confecção de baseados.

O livro tem o formato de uma caixa de fósforos, e como tal, o leitor pode usar a lateral para acender seus cigarros.

A tinta utilizada não é tóxica e não causa riscos à saúde, já as letras impressas não podemos precisar.


Um Livro que conta história usando silhuetas - 2014


O ‘Motion Silhouette’ é um incrível livro infantil de imagens criado pelos artistas japoneses Tathuhiko Nijima e Megumi Kajiwara.

O livro foi projetado para mostrar como usar o ambiente para mudar a percepção da obra, e fazer parte da história.

Entre as páginas existem minúsculos elementos pop-up. Quando o leitor vira a página, os pop-ups criam sombras fantasmagóricas que se movem livremente pela página.


O Livro Sensorial - 2014


Este livro explora novas formas de experiência de leitura. Intitulado The Girl Who Was Plugged In, ele foi criado por Felix Heibeck, Alexis Hope, e Julie Legault.

É composto de duas partes: o livro impresso com um conjunto de 150 LEDs programáveis encaixados na capa, e um colete com sistemas de aquecimento, vibração e compressão.

O livro, escrito por James Tiptree, é capaz de desencadear uma ampla gama de sensações. As emoções experimentadas pela protagonista são passadas para o colete, podendo haver uma mudança na taxa de pulsação (pressão através de sacos de ar infláveis), ou variações localizadas de temperatura.


O Livro que purifica água - 2014


Criado pela organização sem fins lucrativos WATERisLIFE, o chamado ‘Livro Potável’ não pode ser exatamente bebido , mas ajuda as pessoas a beber água pura. Ele está impresso em um papel de filtro capaz de matar bactérias mortais transmitidas pela água. Cada página é revestida com nanopartículas de prata, e é graças a elas que doenças como cólera e a febre tifoide são eliminadas instantaneamente.

Um único livro é capaz de fornecer água limpa para uma pessoa por até 4 anos. O que o torna uma leitura perfeita durante um apocalipse zumbi!


O Livro de capa mutável - 2014


Quando você está segurando este livro e vira as suas páginas, sua capa “aquece” com o calor do seu corpo, lentamente revelando o belo design.

Uma tinta térmica especial foi usada para produzir este efeito impressionante, e cada camada foi desenhada por um artista diferente, com ilustrações que vão sendo reveladas no decorrer da leitura.


O Livro que gera uma árvore - 2015


O livro é parte de uma campanha ecológica executada na Argentina por uma editora infantil e foi projetado para ensinar as crianças de onde os livros surgem.

Os textos e ilustrações foram impressos com uma tinta ecológica em um papel feito sem produtos químicos. Sementes de jacarandá são embutidas em suas páginas. Quando você planta o livro na terra e o rega regularmente, ele voltará a ser uma árvore.



É muita criatividade espalhada pelo mundo, né?

Teca Machado

"Monster In Literature": infográfico classifica os personagens mais macabros dos livros!



"Ele estava pronto para correr, iria correr em um segundo ou dois, quando seu painel de controle mental tivesse lidado com o choque provocado pelos dois olhos amarelos brilhantes. Ele sentiu a superfície áspera do macadame sob os dedos e a fina camada de água fria fluindo ao redor. Viu-se se levantando e se afastando, e foi quando uma voz, perfeitamente lógica e um tanto agradável, falou com ele de dentro do bueiro.
— Oi, Georgie — disse a voz.
Havia um palhaço no bueiro. A luz lá dentro não era nada boa, mas era boa o bastante para George Denbrough ter certeza do que estava vendo... O palhaço segurava vários balões de todas as cores, como lindas frutas maduras, em uma das mãos. Na outra, segurava o barco de papel de George.
— Quer seu barco, Georgie? — O palhaço sorriu.
— Sim, claro — disse George, olhando para dentro do bueiro.
— E um balão? Tenho vermelho e verde e amarelo e azul...
— Eles flutuam?
— Flutuam? — O sorriso do palhaço se alargou. — Ah, sim, claro que sim. Flutuam! E tem algodão-doce...
George esticou a mão. O palhaço agarrou seu braço. E George viu o rosto do palhaço mudar. O que ele viu então era terrível o bastante para fazer suas piores fantasias da coisa no porão parecerem doces sonhos; o que ele viu destruiu sua sanidade em um golpe de uma garra... 
(IT - Stephen King) 
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Quase não há nada mais assustador do que um monstro aterrorizante numa obra literária e você estar sentado sozinho lendo em seu quarto escuro com o vento assobiando do lado de fora. Nesse momento, todos os sons se amplificam. A casa em silêncio faz você ouvir cada respiração sua e a imaginação corre loucamente das palavras que acabaram de ser ditas no papel. Concorda?

Aproveitando a vibe, nesse Halloween, a MorphSuits criou o "Monster In Literature" - um infográfico para celebrar todas as noites mal dormidas por causa da literatura. Após uma pesquisa aterrorizante, eles selecionaram algumas obras e classificaram seus monstros de acordo com a aparência, poderes e má intenção - criando a pontuação global de "grito". Ou seja, o quanto o nosso gogó trabalharia se encontrasse algum desses seres malignos em nosso caminho. 

O infográfico apresenta desde personagens populares como "O Prisioneiro de Azkaban", de Harry Potter, que tem uma pontuação de grito em 85%, até "Pennywise", o palhaço de IT, que arrebata 100% de pânico em gritos. 

Portanto, é hora de acomodar-se numa sala beeem iluminada, com um copo de leite quente do lado e alguma música alegre tocando em volume máximo para desfrutar de "Monters In Literature". Já, para os aventureiros de plantão, aproveite o Halloween - e o infográfico - para embarcar num novo título do gênero. Bom grito pra vocês! 




Emily Antonetti

Nesse Dia dos Namorados, vá em um "encontro às cegas.... com um livro"!


Já sabemos que não se deve julgar um livro pela capa, certo? Mas, o que fazer em relação ao título, autor ou enredo? Em uma tentativa de atrair clientes, uma livraria australiana começou a vender obras completamente envoltas em papel pardo. Somente algumas palavras vagas, escritas no pacote, servem de dicas para o que está dentro. Ei, que tal encarar um "Encontro às Cegas" com um livro no Dia dos Namorados?

(Imagem: reprodução/Elizabeth's Bookshop - "Blind Date With A Book")
A Elizabeth's Bookshop, em Newtown, está apostando no projeto "Blind Date With A Book" para incentivar a leitura aos aventureiros e, de quebra, facilitar a vida dos indecisos. Se você está tendo problemas para escolher qual livro ler em seguida, essa iniciativa é perfeita pra você. A promoção da loja australiana permite que os clientes comprem a obra misteriosa de presente para si ou para alguém especial. E, se a pessoa não gostar, você ainda tem a oportunidade de dizer: "não é minha culpa a escolha!".

O esquema é bem simples. Você escolhe o livro baseado na descrição escrita pela equipe em uma capa de papel marrom. Algumas palavras-chaves são tudo o que eles disponibilizam de pistas. Não é impossível identificar o gênero literário e, se você for especialista na área, até mesmo o título ou o autor . Por exemplo, se você gosta de romance, basta procurar palavras que envolvam o tema como "amor" ou "casal".pode ser revelado. 

(Imagem: reprodução/Elizabeth's Bookshop - "Blind Date With a Book")
(Imagem: reprodução/Elizabeth's Bookshop - "Blind Date With a Book")
"Blind Date With a Book" é uma aventura curiosa. Algo que todo mundo deveria experimentar um dia. Dar um salto de fé pode acabar se transformando em sua futura obra favorita. Portanto, coloque a venda - invisível - nos olhos e se arrisca. Ok, pra quem está na Austrália, fica mais fácil. Lá, a Elizabeth até permite que você devolva a obra caso seja lida antes de sete dias - a loja também é famosa pela cadeia de sebos. Já, por aqui, você pode transformar um livro em algo ainda mais original seguindo o esquema gringo. Um presente super especial para você arrasar nesse Dia dos Namorados - ou em qualquer outra época do ano - com um amante da literatura.

Curtiu a ideia? O Meg's quer saber como seria o seu "encontro às cegas" literário perfeito.

Emily Antonetti

"Prologue": uma coleção de chás inspirados pelos clássicos!


"Alice olhou em volta da mesa, mas não havia nada sobre ela. Apenas chá". Ok, sr. Carroll, nada como um cházinho da tarde pra render bons diálogos entre os personagens, no entanto, qual era sabor dessa "social"?

Pensando nisso, a designer Flora Chan criou "Prologue", uma coleção de chás finos inspirados em clássicos da literatura - como "O Grande Gatsby", "Lolita" e, é claro, "Alice no País das Maravilhas", entre outros.

(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)

Em "Prologue", cada mistura de chá apresenta um conjunto único de sabores que refletem as características do romance. A embalagem e o design também apresentam detalhes e combinações de cores baseadas na obra retratada.

(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
Para incentivar a curiosidade de novos leitores e celebrar a literatura com os interessados, as linhas de abertura dos clássicos são impressas nas latas de folhas de chá. Uma maneira de fazer com que você entre ainda mais no clima da obra.

(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
(Imagem: reprodução/Flora Chan - Prologue)
Na falta do Chapeleiro Maluco pra esclarecer detalhes sobre seu famoso chá da tarde e nos acompanhar, vamos improvisando por aí - entre invenções, imaginação e goles de literatura.

Gostou da ideia? Qual seria o sabor de sua curiosidade?

Emily Antonetti

"Biblioterapia": oferecendo prescrições de leitura para problemas da vida!


"Caro 'Não-Original',                                             
Ralph Waldo Emerson disse: 'todos os meus melhores pensamentos foram roubados pelos antigos'. Sua busca por singularidade é impossível e indesejável. Vejamos alguns livros que inspiraram imitadores para comparar o original e o spin-off"

É dessa maneira que a biblioterapeuta Ella Berthold responde à carta de um pintor lutando com a inspiração. Um novo estilo de serviço que recomenda livros para o sofrimento particular de seus clientes. Não importa quais são as suas preocupações, sonhos ou desafios: há sempre um livro esperando para te guiar.

(Imagem:reprodução/The School of Life)


Em uma mistura da grande literatura com a auto-ajuda, o autor Alain de Botton se uniu com "A Escola da Vida" (The School of Life), de Londres, para oferecer sessões de biblioterapia personalizadas aos interessados no projeto. Na equipe estão artistas, escritores e, até mesmo, proprietários de livrarias independentes.

A ideia é se reunir com você (via Skype, telefone ou em pessoa) para determinar qual obra que você mais precisa ler neste momento. De acordo com o programa, "a vida é muito curta para livros ruins - mas, com um novo livro publicado a cada 30 segundos, isso pode ser difícil saber por onde começar".

(Imagem: reprodução/The School of Life)
Especializados em ficção, poesia e não-ficção artística, a avaliação que dura em torno de uma hora (£ 80,00) vai deixar você com uma "prescrição" sob medida para o seu drama particular. A intenção é guiar você até trabalhos da literatura, do passado e presente, que tenham o poder de encantar, enriquecer e inspirar.

De certa forma, o serviço recria a análise a "la Big Data" em um equivalente analógico - peneirando uma gama de títulos conhecidos e desconhecidos para entregar os mais adequados para cada cliente. Sites emergentes de leitura tentam fazer o mesmo. O ByLiner ajuda você a "descobrir ótimas leituras por grandes autores"; o Good Reads cria recomendações baseadas em títulos anteriores que você tenha gostado; e o Readmill permite que você veja o que seus amigos leram.

Além das sessões individuais, o programa também oferece serviços de terapia cultural como "biblioterapia para dois", "biblioterapia para crianças" e um aplicativo que sugere "livros como terapia". As categorias costumam variar entre amor, trabalho, pessoal, política, tempo livre e ansiedade.

Quando se trata de algo tão íntimo como aconselhamento pessoal, a "biblioterapia" com engrenagem humana pode se provar uma interface perfeita diante à tecnologia. Mas, é de se questionar se vale a pena ou não recorrer à um "coach" pra leitura. Aos interessados, o programa tem duas sedes no Brasil - SP e RJ. Basta dar uma chance.

Gostou da ideia de uma terapia cultural? Então, assista ao vídeo do projeto e se entregue ao mundo dos livros-oráculos.


Emily Antonetti

"Se a literatura sambasse...": o carnaval da ficção!

(Imagem: reprodução/Internet - Desfile Salgueiro)

- Ei, você aí, sozinho, não vai cair no samba?
- Me desculpe, madame, mas creio que não pude compreender o cerne da tua questão: "cair"?
- Dançar, oras! Me incomoda vê-lo isolado no canto do salão. Garanto que seria bem mais divertido se você fosse dançar!
- Por coisa alguma deste mundo!
- Mas, você está num baile de carnaval!
- Numa festa como esta isso seria insuportável!
- E posso saber o motivo?
- Bom, para começar, detesto dançar. A não ser que... eu conheça intimamente o meu par. 
- Eu, hein. O senhor é muito exigente. O carnaval é a festa que reúne desconhecidos em nome da cultura. Esquece essas suas regras e se joga!
- Isso será um sacrifício! 

15 minutos depois.
- A senhorita me concederia a honra da próxima dança?

•••

- Qual é a sua fantasia de carnaval?
- Minha fantasia?
- Sim.
- Uhm... meus gostos são muito peculiares!
- Tipo...?
- Suponho que já o tenha imaginado.
- O que quer dizer?
- Exatamente o que falei. Aliás, tenho que lhe mostrar isso! E, quando você souber, certamente não irá querer voltar a me ver.
- Ahm?

Ele desaparece por uma grande porta no outro extremo do salão. Volta em dois minutos com uns papéis nas mãos.

- Isso é um acordo de confidencialidade!

•••

Ainda não dá pra saber qual escola levará o título de campeã em 2015. Enquanto isso, vamos rever os destaques desse carnaval com os nossos comentaristas.

Casa Baratheon - Samba-Enredo "Nossa é a Fúria":

"Essa escola surpreende a cada desfile! É a mais nova das grandes casas e, mesmo após a morte de seu grande sambista Robert, continua impactando. A 'evolução' deles, sem dúvidas, é surpreendente".

Casa Stark - Samba-Enredo "O Inverno Está Chegando":

"O tom de gelo que predominou nos carros alegóricos da escola deram um clima de sofisticação aos lobos da Stark! Quase pude sentir um frio arrepiante daqui da cabine de transmissão. Lindo! Merece os aplausos da plateia e a nota dos jurados até o momento. Um 'conjunto' perfeito".

Casa Lannister - Samba-Enredo "Ouça-me Rugir":

"Lannister é sempre um luxo só! Aventureiros ousados, esses leões dourados parecem transformar tudo em ouro! Impecáveis! No entanto, teve falhas na 'harmonia'! Não sei como eles irão reagir após essas últimas notas. Competição não é o forte deles!".

Casa Tully - Samba-Enredo "Família, Dever, Honra":

"A truta saltitante do abre-alas é incrível! O prata, azul e vermelho da escola, com certeza, imperaram. Só que esse 'samba-enredo' tá meio batido, né?".

Casa Greyjoy - Samba-Enredo "Nós Não Semeamos":

"Os piratas salgados da Greyjoy não agradaram muito o público com esse ritmo de mar descoordenado. A 'bateria', por vezes, errou o passo. É, acho que a lula gigante vai voltar para a água sem boas notas".

Casa Arryn - Samba-Enredo "Tão Alto Como a Honra":

"Os 'carros alegóricos' da Arryn deram problema. Que pena! A lua e o falcão branco voaram tão alto que até se prenderam na torre do cronômetro e não passaram na avenida. Eles estão correndo sério risco de serem rebaixados. Vamos aguardar!".

Casa Tyrell - Samba-Enredo "Crescendo Fortes":

"Tem como não amar o rosa e verde da casa Tyrell! As 'fantasias' exóticas são de babar! Aliás, dizem que esse ano eles trocaram a predominância do tom rosa pelo dourado pra evitar comparações com outra escola. Será?".

Casa Martell - Samba-Enredo "Não Curvados, Não Quebrados":

"A ensolarada Martell não contagiou muito as arquibancadas! Os guerreiros - 'mestre sala e porta bandeira' - de lança dourada não acertaram o coração do público dessa vez. Eles também correm o risco de serem rebaixados. Atenção neles!".

Casa Targaryen - Samba-Enredo "Fogo e Sangue":

"Sempre imperiais! A 'comissão de frente' com os dragões de três cabeças levaram o público à loucura e aqueceram o gogó da plateia que acompanhou o samba-enredo com fervor! É, os platinados da antiga dinastia oferecem uma disputa acirrada aos concorrentes ao trono de melhor escola de carnaval!".

Interrompemos a nossa transmissão por motivos de violência no sambódromo. Voltamos com novas informações assim que o conflito cessar. Se cessar.

•••

- É tão triste ver a festa acabando!
- Sim, queria que o feriado durasse a semana inteira!
- Poxa, dá vontade de pegar todos esses confetes e serpentinas espalhados pelo chão pra brincar de novo!
- Ah, isso é fácil! "Accio Sepertina"! "Wingardium Leviosa Confetes"! Prontinho!
- Mããããããeee!!!
- Trouxas! "Finite Incantatem"! Acabou o carnaval!

•••

Curtiu o carnaval? Conta para o Meg's se você conseguiu identificar todos os foliões literários!

Emily Antonetti 

Um Caso Perdido – Um dos livros mais incríveis do meu 2014


Posso dizer que li muita coisa boa em 2014. Um dos melhores livros foi o penúltimo: Um Caso Perdido, de Colleen Hoover, da série Hopeless. Minhas expectativas em relação a ele não eram muito altas. A sinopse não me prendeu tanto, mas eu dei uma chance a ele. E, UAU, foi muito surpreendente. But, don’t worry, não vou dar spoilers nessa resenha.


Mind blowing é uma forma de descrevê-lo. Você lê até a metade tendo a certeza que é mais um Young Adult com um romance intenso, um mocinho problemático, uma protagonista guerreira e eles precisam acertar as diferenças para serem felizes. Só que não é tão simples. A autora nos dá um tapa na cara, mostrando que a raiz do problema do casal, tanto de forma individual quanto de relacionamento é muito mais profunda, mais dolorida, mais intensa. 

O tema abordado por Colleen Hoover  é polêmico e extremamente delicado, mas ela o trata da forma mais sensível possível, ao mesmo tempo que de maneira real. Não é um simples beijo ou abraço que vai deixar tudo bem, ela sabe que a cura psicológica, muito mais do que a física, demora e deixa claro que às vezes ela nem mesmo vem. A carga emocional desse livro é pesada, você se compadece profundamente dos personagens e torce desesperadamente por um final feliz.

Em Um Caso Perdido temos a história narrada por Sky, uma adolescente de 17 anos não muito comum. Sua mãe adotiva, uma vegetariana totalmente anti-tecnologia, fez com que a garota estudasse em casa durante a vida toda, nunca tivesse um celular e nem mesmo um e-mail. Mas nem por isso Sky deixou de ter certa fama, pois sempre se envolveu com vários garotos.

Colleen Hoover
Quando chega ao último ano de estudos, com a ajuda da melhor amiga e vizinha Six, Sky insiste que é hora de experimentar o terrível mundo do high school americano. Lá, é óbvio, encontra as picuinhas, maldades, fofocas e bullying, até aí normal. Então conhece Holder, um bad boy que tem uma reputação tão ruim quanto a sua. Logo na primeira vez que se veem há uma sinergia e química entre eles quase inexplicável. É uma paixão avassaladora e sexy. E bota sexy nisso (Calma, nem de longe um soft porn ou 50 Tons de Cinza, é só extremamente “ui”).

Mas a presença de Holder na vida de Sky pode trazer a tona dores e sentimentos enterrados tão profundamente que nem ao menos ela sabia que estavam lá. E o mesmo ela faz a ele. Ambos, de maneira diferente, mas interligada, sabem o que é a solidão, a insuficiência, a sensação de nada nunca ser o bastante. Tem drama em Um Caso Perdido? Tem, sim, senhor. Mas na medida certa.

Sky é uma personagem para amar. Mesmo em um momento difícil, ela não fica de mimimi. Junta seus trapos e vai em frente. E quando não consegue fazer isso, tem Holder para lhe dar a força necessária. É uma menina bem ponderada para a sua idade. E Holder – AH, HOLDER! - eu te amo. Muito. Demais. Casa comigo. Te quiero. Gostoso. Ok, parei. Enfim, ele não é de todo bonzinho, tem sim o bad boy dentro dele, mas sabe quando ser bom, quando ser engraçado, quando ser doce e quando ser a força necessária para Sky.

A leitura voa, flui e, quando você percebe, acabou. Agora entendo porque todo mundo ama Colleen Hoover. Quero muito ler os outros livros da série Hopeless (Que tem um nome extremamente bem pensado e inteligente quando você descobre o porquê). Felizmente em fevereiro será lançado Losing Hope e logo depois Finding Cinderella. Em Losing Hope veremos a história de Holder. Tem o ponto de vista do rapaz sobre os acontecimentos do primeiro livro, mas também como ele era antes de encontrar Sky. E o terceiro volume será sobre Six, a amiga de Sky. Outra série da autora que quero ler é a Slammed, que dizem ser maravilhosa.


Recomendo DE VERDADE, ACHO MELHOR VOCÊ LER.

Teca Machado

"Make a Date With a Book Today": um calendário literário para o Ano Novo!


"Tempo é uma questão de ênfase", poderia dizer um velho sábio ao observar a juventude que - apressada - tropeça pelas últimas horas de 2014. Há quem calcule a passagem dos dias pelo tic tac do relógio e a velocidade imposta pela rotina (ou a falta dela). Enquanto que, para outros, o segredo está em medir o seu ritmo pelas batidas do coração - sem diminuir o brilho das lembranças acumuladas em uma sequência de dias e noites singulares ao longo do caminho. No entanto, é no momento em que as páginas dos calendários começam a ficar levemente amareladas e as pontas ganham pequenas dobrinhas que nos damos conta de que, realmente, o ano está chegando ao fim. É hora de renovação.

Aproveitando esse clima de virada do ano e expectativas para o futuro, uma rede de livrarias em Dubai, nos Emirados Árabes, teve a ideia de perpetuar a paixão pelos livros - resistente ao tempo - por meio de um calendário distinto e memorável: "Make a Date With a Book Today" ("Marque Um Encontro Com um Livro Hoje"). A "Book Corner" criou uma espécie de calendário composto por marca páginas que, além de representarem os meses do ano, te convidam a embarcar em um "encontro" com a literatura. Nele, cada marca página carrega uma passagem de um livro famoso que faz referência ao mês correspondente - "Beware the Ides of March (Shakespeare)". Além do consagrado autor do clássico ""Júlio César", também fazem parte do calendário os escritores T.S. Eliot, Haruki Murakami, Emily Bronte, J. K. Rowlling, entre outros. 

(Imagem: reprodução/Book Corner - "Make a Date With a Book Today")
(Imagem: reprodução/Book Corner - "Make a Date With a Book Today")
Entrando no clima da Book Corner, o Meg's resolveu aderir à essa ideia do calendário e criou uma versão especial para vocês que nos acompanham. Para comemorar a virada do ano em grande estilo, estamos disponibilizando um marca página personalizado para iniciar 2015 de braços abertos. Basta clicar no link indicado no final do post, fazer o download e imprimir. Essa é a nossa forma de saudar Janeiro e agradecer você, leitor, que faz do nosso clube do livro um cantinho super especial! Esperamos todos por aqui no próximo ano e desejamos, desde já, um "Feliz 2015 de Muitos Livros" e realizações - com muito mais histórias e momentos inesquecíveis!


(Imagem: reprodução/Meg's Army Book Club - Carol Daixum)
Gostou da ideia? Você pode fazer o download, gratuitamente, clicando aqui

Emily Antonetti

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Mais curiosidades do mundo da literatura

Para começar a semana separei 15 curiosidades sobre o mundo da literatura. A Dudi já havia postado algumas que você pode conferir ao clicar aqui. Vamos a elas:

1 - Até hoje, foram produzidos mais de 400 filmes baseados na obra de William Shakespeare.


2- Paulo Coelho é o escritor brasileiro que mais vendeu livros. Os números de exemplares ultrapassam 70 milhões.

3 - A escritora inglesa J.K. Rowling escreveu todos os livros do Harry Potter à mão.



4 - Conforme inventário da UNESCO de traduções de livros, Agatha Christie é a autora mais traduzida em todo o mundo, com 6.598 traduções de seus contos, romances e peças teatrais.

5 - A caligrafia do escritor Machado de Assis era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.



6 - O mais jovem autor de uma série de livros, best-seller: se vocês estavam pensando em Christopher Paolini, estavam certos. O jovem que publicou o primeiro livro do ciclo da herança aos 15 anos, e que já vendeu mais de 20 milhões de livros, tem seu record oficializado pelo Guinness Book.

7- A pessoa mais velha a publicar seu livro pela primeira vez foi Bertha Wood. A inglesa, teve seu primeiro livro, ar fresco e diversão: A História de uma Colônia de Férias Blackpool publicado em seu 100 º aniversário em 20 de junho de 2005. O livro são memórias, as quais começou escrever aos 90 anos.


8 - Sidney Sheldon foi o único escritor a receber três dos mais cobiçados prêmios da indústria cultura norte-americana: o Oscar (cinema), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura de suspense).

9 - O escritor mais traduzido do mundo é o inglês William Shakespeare. Sua obra foi traduzida para mais de 110 idiomas.

10 - Foi com suas últimas economias que o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez publicou sua obra-prima Cem Anos de Solidão. A primeira tiragem de oito mil exemplares se esgotou em 15 dias. 


11 - Maior livro do mundo (éééééée do Braaasilll): o recorde para o maior livro publicado é uma edição de 'O Pequeno Príncipe' medindo 2,01 m de altura e 3,08 m de largura quando aberto, e contendo 128 páginas. O recorde foi registrado durante a XIII Bienal do Rio de Janeiro, em 2007.

12 - Leiloado por US$ 14,2 milhões (equivalente a R$ 32,6 milhões) em Nova York, o Bay Psalm Book tornou-se o mais caro livro impresso já vendido no mundo.


13 - A maior biblioteca do mundo atualmente é a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, com mais de 144 milhões de itens diferentes, disponíveis em cerca de 470 idiomas. Acredite se quiser, mas ela possui “só” 32 milhões de livros catalogados.

14 - Nos EUA, a biografia de Millie, a cadela de George Bush pai, faturou 900 mil dólares, enquanto a biografia do próprio ex-presidente rendeu apenas 2700.

15 - Os países que mais consomem livros no mundo são pela ordem: China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha.

E aí, você conhecia algumas dessas curiosidades?

Larissa Klein

Manhattan, corações partidos e um Louboutin – Eu Amo Nova York


Como uma boa apaixonada por Nova York, amo histórias que se passam na Big Apple. Não satisfeita, escrevi um livro que se passa lá, chamado I Love New York. Quando descobri o livro Eu Amo New York, da autora Lindsey Kelk, ainda mais com um título desses, quis ler na hora.


Em Eu Amo New York, Angela Clark, uma inglesa que escreve livros e filmes infantis com muitos ogros verdes e tartarugas mutantes, teve a maior decepção da sua vida. Pegou o seu noivo com as calças nas mãos. Literalmente. No dia do casamento da sua melhor amiga, Mark, com quem estava nos últimos 10 anos, o único namorado que já teve na vida, foi encontrado numa posição comprometedora com sua colega de tênis.

Depois de estragar o casamento da amiga com um escândalo e passar uma noite miserável chorando, Angela teve um surto de inspiração. Pegou sua pequena mala de final de semana, seu par de Louboutins e embarcou no primeiro avião para Nova York, o melhor lugar para se curar um coração partido, sem passagem de volta marcada. Após o período inicial de fossa profunda, se apaixonou totalmente pela Big Apple (Óbvio), fez algumas amizades, um makeover e, sem ter a intenção, começou a sair com dois caras lindos, gostosos e totalmente diferentes um do outro.

Agora Angela vive dois dilemas: Qual dos dois namorados é o melhor para ela? E mais, ficar em Nova York indefinidamente ou voltar para a chuvosa Londres?

Lindsey Kelk
O livro é bem divertido. O tipo de história que te faz esquecer um dia ruim porque te distrai. O enredo me fisgou e os personagens ganharam o meu coração, principalmente Jenny Lopez, amiga de Angela, e os dois namorados da protagonista (Um eu gostei mais do que do outro, mas se eu revelar a minha torcida posso sem querer contar o final). Angela também é legal. O leitor passa a gostar dela, a ter dó, a ficar com raiva, a compreender sua indecisão. Ou seja, é uma garota relativamente comum com um ótimo gosto para sapatos.

A autora escreve num ritmo que não fica cansativo. Ela descreve bem a cidade, tanto que é possível se imaginar nas ruas de Manhattan, mas não detalha demais a ponto de dizer até qual é a cor da pedra na calçada. Foi a medida certa. São quase 400 páginas, mas eu li rapidinho, em menos de uma semana.

Lindsey Kelk já fez continuações, mas nem todas ainda têm tradução: Eu Amo Hollywood, Eu Amo Paris, Eu Amo Vegas e Eu Amo Londres.

Recomendo Eu Amo New York (Mas eu com certeza gosto mais de I Love New York, haha).

Teca Machado

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