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Tecnologia, amor e solidão: HER, um filme da era digital

A dica de hoje é para os cinéfilos. Assisti ao filme HER e achei simplesmente fantástico! Não só pela história, mas pela moral que o longa trás e os momentos de reflexões posteriores.



A história se passa no auge da modernidade, com equipamentos de tecnologia avançados e a vida solitária dos humanos.

Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. O sistema operacional é uma espécie de SIRI, do Iphone, que tem um comando de voz feminino. Acontece que a voz começa a responder como se fosse uma pessoa de verdade, com sentimentos, anseios e faz até planos.



Como nossa rotina é muito corrida e nos “obriga” a ter uma vida agitada, sem tempo para relacionamentos e também cheios de decepções no currículo, Theodore se apaixona pela voz do programa informático e vê naquele relacionamento virtual, um namoro de verdade.

É uma verdadeira história de amor incomum que explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia. As cenas são hilárias, com momentos dramáticos e também repletos de comédia. Imagina um cara, com um fone no ouvido, conversando sozinho pelas ruas, fazendo passeios românticos e até viagens com casais!



A voz tem possui uma curiosidade enorme sobre o mundo dos humanos, desejando sentir as sensações que o vento proporciona e questiona como é um simples ato de dormir, por exemplo. Encantado pela forma que a voz enxerga o mundo, Theodore percorre diversos lugares (junto com a voz) para tentar passar um pouco do que é o mundo aqui fora.



O relacionamento vai ficando cada vez mais sério, a ponto da voz sentir ciúmes e ainda sugerir pagar para que uma mulher vá até o apartamento de Theodore para concretizar o amor físico dos dois!



Utópico, mas com uma pitada de realidade, o filme relata um futuro não tão distante para nós, que somos fissuradinhos no mundo virtual e acabamos esquecendo de nos comunicar com as pessoas reais.

Vale a pena assistir no final de semana! São algumas horinhas de diversão e aprendizado ao mesmo tempo!

Para facilitar, assista aqui o trailer do filme e prepare sua pipoca!


Beijos,

Camila Almeida Gomes

Imagine-se em um mundo onde o amor é uma doença. Agora, imagine-se infectado por ela.

O título dessa postagem se refere ao livro Delírio de Lauren Oliver. Mais um livro distópico, o que eu adoroo! Eu li ele com muita expectativa, pois a Dudi que gosta muito dele me emprestou e a Teca leu há pouco tempo e também adorou (rodízio de livro, um dos benefícios desse clube! Hahaha). Achei no começo, a leitura arrastada e introdutória me desanimou um pouco, entretanto, após as primeiras 80 páginas, a história engrenou. 



Todo a trama acontece em Portland, nos Estados Unidos; e tem como pano de fundo um sentimento: o amor. Todos os acontecimentos que se desenrolam têm como causador esta doença, que dominou o planeta de uma forma aterradora, causando delírio; violência; entre outros problemas para a humanidade. Este mal tinha que ser erradicado. É então que descobrem uma cura para o amor. A Intervenção. Quando os jovens completam 18 anos, passam por este processo, que tira a doença de seu sistema e os curam. Aparentemente, isso livrará todos de um grande mal, diminuindo a violência, e tornando todos felizes! Sem ter o perigo de serem acometidos pelo amor, deliria nervosa. Todo e qualquer cidadão que vá contra o sistema implantado, e que são denominados como Simpatizantes são mortos; jogados nas Criptas, ou fogem para a Selva (sociedade formada pelos Inválidos). Em uma sociedade que parece ser segura, e à espera de uma vida que parece ser feliz, e é tudo que qualquer pessoa pode desejar...  Lena irá descobrir que nem tudo é o que parece.

O amor ser considerado uma doença para mim foi inovador e bastante convincente. Ao longo das explicações em torno da doença e o que levou o mundo a acreditar que o amor pode ser fatal é tudo muito bem encaixado. Sem falar que Oliver consegue elucidar todas as perguntas a respeito da sociedade, criando momentos de pura tensão a espera do que estaria por vir.  

Não sei se foi pelo fato de ser uma distopia, mas em vários trechos me recordei de Jogos Vorazes, Divergente e até mesmo Feios, principalmente este último. A forma como o governo comanda tudo, e como as pessoas são submissas à tudo isto, até chegar alguém que pensa: JÁ DEU NÉ! Entretanto diferente de Katniss e Tris, nossa protagonista de Delírio, assim como Tally se mostra em alguns trechos extremamente receosa de suas atitudes, algumas vezes chata, ela pensa muito antes de agir, e demorei bastante para adquirir confiança e concluir que ela era sim determinada e corajosa. Acho que até por Katniss e Tris serem personagens femininas fortes sou apaixonada pelos livros.

Por outro lado a narrativa da Lauren Oliver é um ponto positivo. Embora a história seja contada pela Lena – que por vezes é bem chata - a narrativa é super fluída e os diálogos são bem estruturados, quando se menos espera você já está devorando até a última página.

O fim do livro é daqueles que te deixa morrendo de vontade de saber o que vai acontecer depois. É legal quando isso acontece porque mostra que a intenção da autora foi mesmo deixada bem claro: tem mais história para ser contada, e você, leitor, precisa ler porque é inevitável depois do que acontece no final do volume anterior.  Outra característica dividida em minha opinião com Jogos Vorazes, Divergente e Feios.

Eu não cheguei a amar o livro como Jogos Vorazes e Divergente (sou louca por eles), mas é uma história intrigante, vamos ver como ela continua! Agora só falta a Dudi me emprestar o segundo!


Ps. O livro ganhou uma série com a atriz Emma Roberts (sobrinha da Julia Roberts, ela já fez Pânico 4 e American Horror Story) no papel de Lena. A Fox em parceria com a Hulu liberou o primeiro episódio da trama em julho nos Estados Unidos eu acho. Daren Kagasoff co-protagoniza o episódio inicial, interpretando o personagem Alex. Eu li nas redes sociais diversas críticas positivas a respeito do elenco principal da história. A princípio, a emissora não aceitou o piloto, ou seja, uma primeira temporada não foi pedida, contudo, vamos ver se esse único episódio terá uma grande visibilidade, quem sabe isso muda a opinião da Fox.

Confira o trailer: 



Larissa Klein

Meu pedido veio errado!



O meu príncipe encantado não veio bem do jeito que eu pedi. Aposto que o seu também não. Dificilmente eles têm o rosto do Henry Cavill ou o corpo do Ryan Gosling em Amor a Toda Prova (“Cara, você fez Photoshop no abdômen?”). Estou falando de príncipes, mas o mesmo vale para as princesas. Muitos dos homens podem ficar decepcionados por não encontrarem lábios como os da Angelina Jolie por aí e por descobrirem que a mulher que veio para eles também arrota, solta pum e tem uma TPM das bravas.

A pessoa ideal não é como a gente pediu, mas provavelmente é a que a gente precisa, é aquela que faz bem e que dá paz. Não estou falando dos amores passageiros de verão ou só aqueles flertes, como diria a nossa avó. Esses podem até dar felicidade por um tempo, mas são uma dor de cabeça que só. O ponto aqui é sobre aquele que é para sempre, por mais contos de fadas que isso pareça.

O verdadeiro amor (Me perdoem pela breguice do termo) pode vir com a péssima mania de não responder o seu What’s App na hora. E também ter um gosto musical meio duvidoso e cantar extremamente desafinado no seu ouvido sempre que começa a música preferida dele. Ele pode ter um pouquinho de chulé e a barriga levemente saliente ou umas celulites. Pode fazer piada com a sua cara o tempo todo e ainda rir das coisas que você mais odeia em você mesmo. Pode te irritar profundamente por sempre chegar atrasado aos compromissos e ser educado demais com aquele(a) ex que você simplesmente detesta.


Mas esse seu verdadeiro amor te olha de uma maneira que ninguém mais faz. Ele também tem o cheiro mais gostoso do mundo. Não é perfume, é dele mesmo. Ele te deixa com raiva quando te zoa, só que faz de um modo que você ri e passa logo a irritação. Essa pessoa tem uma marca de expressão nos cantos da boca que apareceu porque ela sorri muito. Sorri para você. Te faz surpresas quando você menos espera e escuta suas lamúrias mesmo que já esteja enjoado do seu papo e o dia dele tenha sido pior do que o seu. Ele também reclama um pouquinho, mas acaba assistindo os programas que você quer. E quando você deita em seu colo para assistir um filme e você acaba dormindo cinco minutos depois, ele passa todo o tempo te fazendo cafuné porque sabe que você gosta disso, mesmo quando não está acordado.

A gente não escolhe alguém porque a pessoa tem as melhores qualidades, mas porque tem os melhores defeitos, vamos assim dizer. Defeitos que não incomodam a ponto de você querer sair correndo sem nem olhar para trás. Defeitos suportáveis. Defeitos que não ferem a sua visão de mundo. Defeitos considerados até bonitinhos depois de um tempo. 

E é por isso que os príncipes e as princesas não são do jeito que a gente pediu. Príncipes e princesas não são humanos, não têm falhas, não tem graça. E qual é a graça de viver uma vida sem graça?

Teca Machado


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